Dois Mil E Um
informe o(s) compositor(es)
Astronauta libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia
Eu quase posso palpar
A minha vida que grita
Emprenha e se reproduz
Na velocidade da luz
A cor do céu me compõe
mar azul me dissolve
A equação me propõe
Computador me resolve
Astronauta... (refrão)
Amei a velocidade
Casei com sete planetas
Por filho, cor e espaço
Não me tenho nem me faço
A rota do ano-luz
Calculo dentro do passo
Minha dor é cicatriz
Minha morte não me quis
Astronauta...(refrão)
Nos braços de dois mil anos
Eu nasci sem Ter idade
Sou casado sou solteiro
Sou baiano e estrangeiro
Meu sangue é de gasolina
Correndo não tenho mágoa
Meu peito é de sal de fruta
Fervendo no copo d'água
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Letras de Itamar Assumpção
"Já tive muitos critérios, hoje só vários delírios"
Idéia Fixa
informe o(s) compositor(es)
Um canto desesperado
Vai rasgando minha vida
Não posso ficar calado
Permitindo que se diga
Assim de mim por aí
Pirou de vez isso aquilo vive infeliz
Desvio da natureza é incapaz
Só pode ser por drogas demais
Alcoolismo, pura fraqueza
Tem noite sinto no peito
Uns dez balaios de gatos todos pretos
Ave maria credo em cruz
Esconjuro clamo jesus
Rezo, canto como se cantasse
Um hino ou um blues
Como alberta hunter clementina de jesus
Eterno amor peito em chamas arde tanto
Quem é que te destina ternuras
A dor vai dar misteriosamente na mesma certeza
Ser uma sina a loucura
Eu enchi de contras até a tampa meu baú
Só com tragédias urbanas gregas e troianas
Coloco meu sobretudo sobre mim lhufas quero saber
Sobre nada disso ou daquilo
Nem mel nem fel
Simples sou o maior trivial de que se têm notícias
Quem sou porém convém explicar muito bem meu bem
Eu vou dizer de uma vez por todas
Já tive muitos critérios
Hoje só vários delírios ativos cultivo em mim
Resolvi levar a sério o riso
Ao sair dum cemitério e eu estava bem vivo
Quem sou eu ainda não sei que canto porque gosto
Talvez negócio de quem não tem bom juízo
Mas lembrem-se astronautas eram deuses
Rola, existe disco laser, outros mundos, outras galáxias
Nunca foi a teoria idêntica com a prática
Som luz luz som
Acendo com fósforos velas contra as forças ocultas
Nos vídeos, nos palcos
Idéia Fixa
informe o(s) compositor(es)
Um canto desesperado
Vai rasgando minha vida
Não posso ficar calado
Permitindo que se diga
Assim de mim por aí
Pirou de vez isso aquilo vive infeliz
Desvio da natureza é incapaz
Só pode ser por drogas demais
Alcoolismo, pura fraqueza
Tem noite sinto no peito
Uns dez balaios de gatos todos pretos
Ave maria credo em cruz
Esconjuro clamo jesus
Rezo, canto como se cantasse
Um hino ou um blues
Como alberta hunter clementina de jesus
Eterno amor peito em chamas arde tanto
Quem é que te destina ternuras
A dor vai dar misteriosamente na mesma certeza
Ser uma sina a loucura
Eu enchi de contras até a tampa meu baú
Só com tragédias urbanas gregas e troianas
Coloco meu sobretudo sobre mim lhufas quero saber
Sobre nada disso ou daquilo
Nem mel nem fel
Simples sou o maior trivial de que se têm notícias
Quem sou porém convém explicar muito bem meu bem
Eu vou dizer de uma vez por todas
Já tive muitos critérios
Hoje só vários delírios ativos cultivo em mim
Resolvi levar a sério o riso
Ao sair dum cemitério e eu estava bem vivo
Quem sou eu ainda não sei que canto porque gosto
Talvez negócio de quem não tem bom juízo
Mas lembrem-se astronautas eram deuses
Rola, existe disco laser, outros mundos, outras galáxias
Nunca foi a teoria idêntica com a prática
Som luz luz som
Acendo com fósforos velas contra as forças ocultas
Nos vídeos, nos palcos
O que alimenta uma amizade ou um carinho é a importância que oferecemos ou retiramos das pessoas. Alguns amigos não valem uma piada, outros entedem a piada que você fez. Prefiro os que entendem as minha piadas, porque esses compreeendem meu dialeto.
Luis Carlos Bueno
http://carlosbueno.zip.net/arch2008-03-16_2008-03-22.html
Luis Carlos Bueno
http://carlosbueno.zip.net/arch2008-03-16_2008-03-22.html
A Arte de Perder
A Arte de Perder - Elizabeth Bishop
A arte de perder não é nenhum mistério;tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente.A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério: lugares, nomes, a escala subseqüente da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente.Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério.
A arte de perder não é nenhum mistério;tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente.A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério: lugares, nomes, a escala subseqüente da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente.Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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